terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Com ajuda de brasileiros, jovens aperfeiçoam app da Nasa para celular



18/02/2014 05h50 - Atualizado em 18/02/2014 06h08


Jovens que moram no País de Gales são parte de um grupo que testou, à distância, aplicativo da agência espacial americana.




Rafael e Samanta (com bandeira do Brasil)
ajudaram a testar, à distância, aplicativo
educacional da Nasa (Foto: Divulgação)



Um grupo de dez jovens - incluindo dois brasileiros - moradores do País de Gales ajudou a Nasa (agência espacial americana) a melhorar e ampliar um aplicativo sobre ciência e astronomia (spaceplace.nasa.gov), dedicado sobretudo ao público infanto-juvenil.

A parananese Samanta Tomczack, de 19 anos, e o paulista Rafael Gonçalves, de 16 - que há cerca de uma década vivem com suas respectivas famílias no País de Gales -, passaram dois meses testando, de forma voluntária, a linguagem e o conteúdo do aplicativo Space Place, no início de 2013, junto com outros jovens de origem polonesa, nepalesa, italiana e nigeriana que moram no sul galês.

Segundo a Nasa, os testes, feitos à distância, ajudaram a 'adicionar material ao aplicativo, a mostrar pontos fortes e fracos' e a desenvolver uma versão para Android do app (que antes só estava disponível para aparelhos Apple), recém-lançada.

Em troca, eles ganharam um certificado de agradecimento - e uma experiência que consideram importante para seu futuro profissional.

Interatividade
'Sempre gostei de tecnologia e (o projeto) me ajudou a gostar mais. Vai ser um diferencial para mim', diz Rafael, que faz no momento uma espécie de curso técnico em matemática e computação. 'Demos nossas opiniões sobre o aplicativo, que tinha alguns defeitos, e sugerimos uma versão para Android.'

Já Samanta se interessou mais pela 'parte interativa' do aplicativo, que tem vídeos, atividades e jogos relacionados, por exemplo, ao Sol, ao espaço e ao Sistema Solar.

'Meu interesse é estudar jornalismo, (por isso) minhas sugestões foram mais quanto à questão social do app, como deixar sua interatividade mais fácil para crianças', conta à BBC Brasil.

A intermediação dos jovens com a Nasa é feita por um projeto, gerido pelo governo galês, cujo principal objetivo é preparar jovens de origem imigrante para o mercado de trabalho local.

Segundo o português Mirco Cordeiro, responsável pelo projeto, a meta é 'fazer com que os jovens sejam mais motivados e ambiciosos'.

'Eles foram selecionados em uma área de carências sociais do País de Gales, onde existe a visão de que os jovens são muito apáticos', afirma Cordeio à BBC Brasil. 'O que eu queria era mostrar que, quando há boas oportunidades e apoio, os jovens brilham. Cabe à sociedade encorajá-los.'

Nancy Leon, coordenadora do aplicativo na Nasa, disse que o Space Place atrai cerca de 2 milhões de visitantes únicos por ano. Em vídeo de agradecimento aos jovens voluntários, ela disse que os testes ajudaram a 'mostrar pontos fortes e fracos do aplicativo' e no esforço de criar material que desperte o interesse de crianças e adultos à ciência.

NASA cria robô para reparar e reabastecer satélites

Ontem, 16:18

A NASA lançou os testes de um sistema robótico, chamado PROxiTT, projetado para o reabastecimento automatizado de satélites em órbita.





Os primeiros testes do sistema foram realizados no laboratório no início de fevereiro. 

Para o reabastecimento simulado de satélites foi utilizado o combustível hipergólico e oxidante.

O próprio sistema PROxiTT ainda não é um veículo pronto remotamente controlado e representa um conjunto de tecnologias que serão posteriormente integradas em um robô destinado a reparar e reabastecer satélites.

Atualmente, estão sendo testados três sistemas básicos: um sistema de transvasamento de combustível, uma mangueira flexível e um sistema de fornecimento do oxidante.

Microsoft vai mapear favelas do Brasil


Por Paulo Guilherme em 18 de Fevereiro de 2014

Projeto quer dar aos moradores das favelas comodidades online comuns de outras áreas do mundo, diminuindo a divisão digital no país


(Fonte da imagem: Reprodução/Bing Blogs) 




Não há como negar que o Brasil é um dos países que mais crescem quando o assunto é aderir à tecnologia. Ao mesmo tempo, sofremos com uma enorme divisão digital, visto que as favelas – algumas das áreas com mais adeptos do mundo online – simplesmente não existem aos olhos do mercado.


Segundo um anúncio oficial feito no Bing Blogs, a Microsoft anunciou que pretende mudar essa situação, mapeando todas as favelas do Brasil. Com isso, a empresa tem como objetivo permitir que o público das favelas tenha acesso à várias ferramentas que outros possuem normalmente.

O projeto em si, porém, ainda deve levar algum tempo para sair do papel. Isso porque, embora já exista um time encarregado da tarefa do mapeamento, ainda é preciso estudar a infraestrutura necessária para essa missão, bem como definir o pessoal que vai participar de sua missão de mapear os locais.

A Microsoft deve desafiar o improvável e passar a trabalhar com o Android?

Por Felipe Gugelmin em 17 de Fevereiro de 2014

Apresentamos os motivos pelos quais a companhia pode abandonar o Windows Phone e as razões por que isso pode trazer diversos riscos O já famoso Nokia Normandy (Fonte da imagem: Reprodução/EVLeaks (Twitter))





Com a aproximação do MWC 2014 e com o anúncio de que Satya Nadella é o novo CEO da Microsoft, o momento parece propício para a companhia realizar uma grande mudança em sua estratégia mobile. Apesar de elogiados, os aparelhos com o sistema operacional Windows Phone até o momento não conseguiram abocanhar uma fatia considerável do mercado global, e já há quem aposte que o desenvolvimento do sistema será encerrado em breve.

Reforçando os indícios de que uma mudança está prestes a ocorrer, durante os últimos meses a internet foi inundada por rumores sobre o Nokia Normandy, aparelho que pode marcar a entrada da subsidiária da Microsoft no mundo Android. Para alguns analistas, a mudança para o sistema da Google é o caminho natural caso a empresa realmente queira atuar de forma relevante em um segmento de mercado com o qual ela tem problemas em se estabelecer.

Apesar de a mudança para o Android ser possível, ela traz em si alguns questionamentos e problemas técnicos que podem tanto melhorar a situação da companhia quanto prejudicar ainda mais sua posição. Neste artigo, mostramos os dois lados dessa questão e apresentamos os motivos pelos quais a Microsoft deve abandonar o Windows Phone e as razões por que desistir de sua plataforma proprietária pode não ser exatamente uma boa ideia.
Busca por mais espaço

Por mais que a Microsoft tenha se esforçado durante 2013, é fácil ver que a empresa falhou em adquirir um espaço de destaque no mundo mobile no último ano. Atualmente, a empresa detém uma fatia de 3,2% no mercado global de dispositivos portáteis, o que significa que há aproximadamente 50 milhões de aparelhos Windows Phone no mundo — número respeitável, não fosse o fato de esse desempenho ser ínfimo quando comparado àqueles obtidos pelas concorrentes.

Atualmente, o Android possui uma base instalada que se aproxima dos 1,9 bilhão de usuários, enquanto o iOS e o Mac combinados conquistaram 680 milhões de consumidores ao redor do mundo. Assim, embora a Microsoft possa ser considerada a dona da terceira maior plataforma mobile do mundo, se ilude quem pensa que ela está competindo no mesmo nível de suas rivais.

(Fonte da imagem: Reprodução/Phone Arena)

Para piorar a situação, estudos mostram que o Windows Phone está cada vez mais dependente da Nokia, falhando em captar a atenção de outras fabricantes de peso — embora já tenha trabalhado com a plataforma, a Samsung se mostra relutante em lidar com ela novamente. Apesar de a Microsoft afirmar que está prestes a anunciar novos parceiros em breve, a falta de entusiasmo que o mercado demonstra em relação ao sistema operacional não traz muitas esperanças para seu futuro.

Assim, muitos analistas veem a transição para o Android como uma espécie de “salvação” para a Microsoft, que com tal atitude poderia não somente conquistar a atenção de mais fabricantes, como também escaparia de um dos maiores problemas do Windows Phone: a falta de versões atualizadas de aplicativos populares.
Os desafios da transição para o Android

Caso a Microsoft decida abandonar o Windows Phone, não somente ela terá que lidar com a resposta negativa dos fãs do sistema, como também terá que enfrentar alguns desafios relacionados à maneira como a plataforma da Google se estrutura. Embora seja vista publicamente como um sistema operacional open source, fato é que isso só se aplica a uma parte específica do Android, que vem perdendo espaço com o passar dos anos.

Pode-se dizer que a plataforma é dividida em dois grandes “pedaços” de código — o primeiro deles conhecido como “Android Open Source Plataform” (AOSP), disponibilizado em um misto das licenças GPL e Apache. Essa fatia é responsável por providenciar a estrutura básica do funcionamento de um smartphone, incluindo a versão Android do kernel do Linux, a máquina virtual Dalvki e porções da interface básica de uso (o aplicativo de configurações, o painel de notificações e a tela de bloqueio).

(Fonte da imagem: Reprodução/Phandroid)

A segunda parte é conhecida como Google Mobile Services (GMS), que é dividida em duas porções: Google Play Services e Play Store. A primeira delas fornece APIs para o Google Maps, o sistema de localização do smartphone, integração com o Google+, o serviço que possibilita apagar aparelhos remotamente, a realização de análises de malwares, a possibilidade de realizar compras internamente em um aplicativo e a conexão de jogos multiplayer por turno, entre outras funções.

Já a segunda porção oferece acesso aos aplicativos próprios da Google (Pesquisa, Gmail, Chrome e Maps, entre outros), além de oferecer o suporte a milhões de softwares desenvolvidos por terceiros. O importante a notar é o fato de que o GMS não é gratuito (é necessário pagar US$ 0,75 para licenciar cada dispositivo) e exige o cumprimento de certos requisitos técnicos como resolução de tela e nível de performance para poder ser utilizado.

Outro aspecto que chama a atenção é que as duas partes que constituem o GMS não podem ser fracionadas. Ou seja, quem quiser acesso à loja Google Play vai ter que se contentar em usar todos os aplicativos e serviços desenvolvidos pela companhia em seus aparelhos, por mais que seja possível personalizá-los — caminho que a Samsung, HTC e outras fabricantes seguem atualmente.
As restrições do GMS

Embora a divisão entre AOSP e GMS permita que qualquer fabricante produza dispositivos Android sem contar com os aplicativos proprietários da Google, cada vez mais essa se mostra uma escolha arriscada. Isso porque a divisão entre as duas partes da plataforma não é igualitária e cada vez mais funcionalidades importantes dependem do uso do GMS para funcionar.

(Fonte da imagem: Reprodução/9to5 Google)

Por exemplo, no Nexus 5, toda a interface de uso do smartphone é dependente do mecanismo de buscas integrado ao GMS. De forma similar, alguns APIs foram deixados de lado no AOSP para serem desenvolvidos plenamente somente na fatia fechada do sistema operacional da Google.

Exemplo disso é o API de localização por GPS do AOSP, que não sofre nenhuma mudança substancial desde o lançamento do Android 1.5, embora tenha continuado a ser desenvolvido na fatia GMS da plataforma. Com isso, muitos dos aplicativos que usam recursos de localização disponíveis atualmente para o Android dependem dessa parte fechada do sistema e simplesmente não podem ser adaptados facilmente para plataformas que não possuem as APIs proprietárias da Google.
As diferentes maneiras de trabalhar com o Android

Diante da maneira como o Android é construído, a Microsoft teria que fazer algumas decisões importantes na hora de trabalhar com o sistema operacional. Ela poderia simplesmente seguir o mesmo caminho de empresas como Samsung, Sony e HTC e apostar somente em mudanças superficiais da plataforma — o que basicamente significaria deixar o futuro de seus esforços nas mãos da Google — ou teria a opção de abandonar a fatia GMS e trabalhar somente em cima do sistema AOSP, criando um “fork” (divisão) próprio do sistema operacional.

Esse é o caminho que a Amazon decidiu seguir ao criar o Kindle Fire e a maneira como muitas fabricantes chinesas lidam com a plataforma. Como contraponto ao fato de que isso significa perder o acesso a recursos importantes da Google e o suporte a alguns aplicativos, essa alternativa permite realizar uma série de modificações que não seriam possíveis de outra forma — entre elas, estabelecer a dependência de uma loja proprietária para o sistema.

(Fonte da imagem: Reprdoução/Digital Trends)

Embora tudo indique que a Microsoft vá optar por esse caminho caso decida realizar a transição para o Android, isso implica vários desafios para a empresa. Por um lado, ela poderia optar por simplesmente desenvolver uma interface de uso simples montada sobre o AOSP, o que teria como contraponto a impossibilidade de usar aplicativos que dependem das APIs presentes no sistema GMS.

Outra opção é desenvolver uma alternativa a tudo o que o GMS tem a oferecer, substituindo os sistemas da Google por softwares proprietários — alternativa que até o momento não foi realmente testada por nenhuma empresa. Quem mais chegou próximo disso foi a Amazon, que fornece algumas alternativas às APIs da Google, mas ainda está longe de substituir essa fatia importante da plataforma.

Teoricamente, uma companhia com os recursos da Microsoft seria capaz de trabalhar em um substituto à altura para o GMS, embora o trabalho necessário para tornar isso possível deva ser substancial: não somente seria preciso recriar o funcionamento correto do sistema, como também imitar com precisão seus bugs e características únicas — e, mesmo se essa tarefa for cumprida, ela não muda o fato de que muitos apps que dependem dos servidores da Google teriam que trabalhar com alternativas próprias à Microsoft, o que poderia resultar em uma divisão indesejada da base de usuários.

Para tornar a situação mais complicada, o resultado de uma batalha legal entre a Oracle e a Google pode definir em breve se uma empresa tem direito ou não a patentear APIs. Caso a decisão se mostre favorável, isso pode significar que, no futuro, a empresa poderá ter o direito a barrar legalmente o desenvolvimento de qualquer alternativa ao GMS que tente usar partes de seu código.
Compatibilidade ou controle: escolha somente uma opção

Caso realmente opte pela transição para o Android, a Microsoft terá na união entre o AOSP e o GMS como única alternativa para oferecer todos os aplicativos compatíveis com o sistema operacional — o que não é exatamente uma boa opção para ela, já que isso significaria ceder as decisões sobre o futuro de seus aparelhos à Google, algo que só deve aumentar a cada nova versão da plataforma.


O fork do Android desenvolvido pela Amazon (Fonte da imagem: Reprodução/Phone Arena)

Levando em consideração os rumores relacionados ao Nokia Normandy, a empresa deve adotar a opção pelo AOSP reforçado por algumas APIs próprias que favorecem serviços como o Bing e o sistema de mapas proprietário da Nokia. Com isso, o aparelho deve ficar sem receber apps populares como Plants vs. Zombies 2 e a última encarnação da série Angry Birds, entre outros — algo que não deve importar tanto assim, visto que o dispositivo deve possuir um hardware modesto, o que significa que ele será mais voltado para quem está entrando no mundo dos smartphones do que a usuários avançados (estratégia que deu certo para muitas fabricantes chinesas).

Embora no caso do Normandy essa estratégia possa funcionar, as restrições de compatibilidade vistas em aparelhos mais poderosos trariam problemas à Microsoft — ainda mais quando se leva em consideração os aparelhos produzidos por concorrentes como Samsung, LG, HTC e Sony, entre outras.

Diante dessa situação, faria muito mais sentido para a empresa continuar investindo no Windows Phone: afinal, se é preciso lidar com uma linha de aparelhos com uma quantidade restrita de aplicativos, é melhor para a companhia continuar trabalhando naquilo que já conhece e já investiu uma boa quantidade de recursos.
Esforço que pode não compensar

Para a Microsoft, o esforço para construir um sistema semelhante ao GMS seria semelhante àquele necessário para construir o Windows Phone e suas APIs a partir do Windows, se não ainda maior — enquanto a companhia tem um motor para navegação que roda em sua plataforma proprietária, ela não possui uma solução adequada ao AOSP.

(Fonte da imagem: Reprodução/Ars Technica)

Além disso, por mais que a empresa decida romper com o GMS, a Google continuaria a ter um controle implícito sobre a plataforma. Vários aspectos do Android são bastante únicos à plataforma, como a maneira como seus APIs compartilham informações entre aplicativos. Com isso, qualquer empresa que pretende usar o sistema operacional se vê limitada em algum grau pelas decisões que a Gigante das Buscas fez ao criar o software.
O que vai acontecer?

O fato de empresas como a Samsung e a Amazon (cada uma a seu jeito) já terem realizado forks bem-sucedidos do Android mostra que é possível trabalhar com esse caminho, embora ele apresente algumas restrições. A grande questão que fica é se a Microsoft vai ter a coragem e a determinação necessárias para abandonar de vez sua plataforma proprietária, à qual dedicou uma série de esforços nos últimos anos.

Um smartphone Android com a marca Microsoft seria uma decisão de negócios bastante séria, que iria requerer uma quantidade de recursos e tempo bastante substancial, podendo não se mostrar uma decisão muito sábia em longo prazo. Embora viável, esse caminho não deve trazer a solução imediata aos problemas da companhia que muitos pensam que está associada à transição para a plataforma da Google.

E você, o que pensa sobre o assunto? Acredita que a companhia deve abandonar o Windows Phone em busca de uma fatia maior do mercado mobile, ou pensa que ela deve continuar investindo em seu sistema proprietário? 
Não deixe de registrar suas impressões sobre o assunto em nossa seção de comentários.

A Tecnologia converte códigos em COBOL para Java



17/02/2014 20h11 - Atualizado em 17/02/2014 20h25

Usada por bancos e esquecida por programadores, linguagem ganha fôlego com tecnologia de conversão para Java


Getty Images

A tecnologia converte códigos em COBOL para Java, o que torna possível que aplicações rodem em servidores UNIX comuns ou na nuvem, e não apenas em mainframes; na foto, um mainframe zEnterprise, da IBM


Ainda muito utilizado por bancos, a linguagem de programação velha de guerra COBOL enfrenta uma escassez de programadores no mercado, e migrar para uma nova linguagem não é tão simples parece. Mas uma startup norte-americana chamada Heirloom Computing quer tornar as coisas um pouco mais fáceis. Dona de uma tecnologia capaz de converter para Java as aplicações desenvolvidas na complexa e antiga linguagem, a empresa está chegando ao Brasil em parceria com a DTS, companhia especializada em migração de tecnologias legadas – e promete rodar o COBOL até mesmo na nuvem.

Chamada de ELPaaS (sigla para Enterprise Legacy Platform-as-a-Service), a ferramenta é uma forma interessante para se “libertar de duas prisões”. Isso, claro, nas palavras de dois dos responsáveis por ela: Frayne Sunahara e Randy Fowler, executivos da empresa.



A primeira das prisões mencionadas por eles é a da dependência de mão de obra especializada na linguagem, cada vez mais rara. Ela é substituída em parte por desenvolvedores que criam em Java, capazes de ler e entender o novo código e até mesmo de adicionar funções a ele. A segunda prisão, por sua vez, é a do uso dos Mainframes, as máquinas utilizadas para rodar e gerenciar os dados relativos às aplicações em COBOL. Como o novo código rodará em um ambiente virtualizado em Java, torna-se possível usar servidores em UNIX tradicionais ou até mesmo uma nuvem pública ou privada de uma companhia, que é outro ponto interessante da tecnologia.

Adaptação – O processo de conversão (que, garante a dupla da Heirloom, não é uma simples tradução) se dá por meio de um plugin. Ele cria o código-fonte em Java, baseado no original em COBOL, e depois compila a aplicação. Como é flexível – e até “livre demais”, segundo Fowler –, “o Java pode entender como o COBOL se ‘sente’ ou se comporta pelas conversões”.

As migrações ainda mantêm a lógica de funcionamento original, evitando que o conhecimento da aplicação seja perdido, e rodam como se estivessem na linguagem antiga. De acordo com Sunahara, nenhuma limitação foi encontrada até agora na migração, e as aplicações já foram testadas em pelo menos 30 plataformas de nuvem diferentes.

A mudança não exige grandes adaptações, já que desenvolvedores em COBOL e em Java podem, de certa forma, entender o código. Fowler ainda lembra que isso abre um leque interessante de possíveis implementações no sistema, graças à boa variedade de APIs na linguagem mais nova. Fora que, no caso de bancos, facilita a comunicação entre equipes de desenvolvimento interno (COBOL) e de caixas eletrônicos e smartphones (Java), que “são duas tribos diferentes”, nas palavras de Sunahara.

Preço e manutenção – Os custos de migração também têm um retorno de seis meses a dois anos, de acordo com experimentos feitos pela companhia. O preço da manutenção, no entanto, já depende de outros fatores, como tamanho dos servidores UNIX ou da alocação na nuvem – esse último fator, calculado de acordo com a demanda. São pontos que empresas maiores, que eventualmente possuem um Mainframe, podem ver como um obstáculo, embora sejam até menos relevantes a companhias menores, que não arcam com os custos de uma máquina do tipo.

Questão de segurança – O Java tem chamado atenção negativamente quando o assunto é segurança. Em cada pacote de atualizações liberado pela Oracle, boa parte dos updates está relacionada a brechas no software. Para tentar passar mais confiança aos clientes, a Heirloom tem uma parceria no exterior com a EMC, empresa responsável por grandes servidores, que são, na teoria, devidamente blindados contra eventuais ataques.

Aqui no Brasil, a parceria é com a VMWare, que é parte da EMC. Dessa forma, espera-se que as mesmas soluções de segurança adotadas pela empresa principal também cheguem à tecnologia da Heirloom distribuída por aqui.

É uma tática interessante adotada pelas duas companhias, mas mesmo Sunahara admite que qualquer sistema é vulnerável de alguma forma a quebras de segurança. Evitar um ataque 0-day, por exemplo, seguirá praticamente impossível – mas medidas tomadas rapidamente podem evitar que maiores estragos sejam feitos nas companhias.

Contrato e distribuição – O contrato entre a Heirloom e a DTS foi assinado no final do ano passado, e tem validade indeterminada. Ele começa a valer já neste ano, e, segundo Fernando Parra, presidente da DTS, as vendas da tecnologia têm início neste mês, junto com a campanha de marketing e com a saída da certificação. O objetivo da parceria é atender a 10 casos de migração de tecnologia só em 2014.

Fim do COBOL? – Vale mencionar que, apesar de tudo, a tecnologia de migração ainda não significa um ponto final para a vida da velha linguagem de programação. Segundo os dois representantes da Heirloom, ambos com algumas dezenas de anos de experiência em desenvolver em COBOL, ela ainda tem muitas capacidades que muitas outras não têm. Para lidar com dinheiro, por exemplo, a linguagem segue como uma das mais indicadas.

Mas as empresas, de acordo com eles, precisam se adaptar para sair desse mundo, especialmente pela dificuldade que há em fazer uma alteração em um sistema baseado em COBOL. É preciso analisar com cuidado, é claro, mas uma migração parcial para Java é um começo – e já simplifica a adição de um recurso ou modificação em uma aplicação de cartão de crédito, por exemplo.

Google afirma que Google+ é usado para traçar seu comportamento online



Por Rafael Gazzarrini em 17 de Fevereiro de 2014

Rede social permite que a Gigante das Buscas "entenda" quem você é 




Desde que a o Google+ foi lançado, muito se falou sobre ele. 



Para começar, quem se cadastrou neste serviço foi praticamente obrigado a utilizar o seu próprio nome completo em todos os produtos da Google. Além disso, com o passar do tempo, a gigante de Mountain View foi utilizando a rede social em áreas estratégicas, como nos comentário do YouTube, por exemplo.

Dessa maneira, a impressão que se teve é a de que a Google estava obrigando seus usuários a fazerem parte da sua rede social. E o objetivo deste tipo de iniciativa não seria apenas o de “turbinar” o Google+, mas o de descobrir cada vez mais o que você faz na internet e quais são as suas preferências — algo fácil de deduzir através dos seus círculos.
Dá para ganhar muito dinheiro

Acontece que tudo isso era boato, mas agora foi confirmado por Bradley Horowitz, vice-presidente da divisão do Google+. De acordo com o que o executivo disse para o The New York Times, a rede social ajuda a rastrear o seu comportamento dentro da internet e a entender (de maneira geral) quem você é.

Isso é feito através das suas amizades e círculos na rede social, dos seus contatos no Gmail, , pesquisas feitas através da Google, entre outros produtos da empresa, já que basta utilizar o Google+ apenas uma vez para que essa conta se torne o perfil de todos os serviços da Gigante de Buscas. Ou seja: você é amplamente observado.

Você pode estar se perguntando o que a Google ganha com tudo isso, não é mesmo? A resposta é simples. No ano passado, os ganhos através de cliques em banners ao se fazer uma busca cairam. No entanto, ao mesmo tempo, os lucros com propagandas direcionadas subiram consideravelmente, mostrando que a companhia utiliza os dados obtidos para atrair empresas que desejam investir em publicidade.
Crescendo cada vez mais

Contudo, não são apenas os usuários simples que estão sendo induzidos a utilizarem o Google+. Segundo as informações disseminadas pelo The New York Times, empresas que começarem a utilizar de modo efetivo a rede social ganham certos benefícios, como melhores posicionamentos em pesquisas — algo que normalmente é pago para acontecer.

Levando em consideração tudo isso, é possível afirmar que a Google está trabalhando para aumentar a sua presença e a sua eficiência dentro da internet. Afinal de contas, ela é capaz de “conhecer” uma quantidade inimaginável de internautas e vender anúncios efetivos, assim como ser a dona da plataforma de buscas mais usada no mundo.

Brasileiro pode ter desconto na conta de luz se gerar energia renovável



17/12/2012 10h38 - Atualizado em 17/12/2012 10h38


Resolução da Aneel permite integrar geração doméstica ao sistema elétrico.
Energia excedente fornecida à rede pode abater custo ao pequeno produtor.



Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que entra em vigor nesta segunda-feira (17) permite aos consumidores brasileiros gerar energia elétrica em casa a partir de fontes renováveis, com o objetivo de baratear a conta de luz, e ainda integrá-la à rede elétrica comum.
A medida, aprovada em abril deste ano, é válida para geradores domésticos que utilizem fontes como pequenas centrais hidrelétricas, matrizes eólica (ventos), solar ou biomassa. A regra vale para a microgeração (até 100 kW) e minigeração (até 1 MW).

Com isso, a energia excedente produzida por moradias que, por exemplo, tenham painéis solares instalados, poderão fornecer eletricidade para a rede distribuidora. O consumidor receberá um crédito que poderá ser abatido na conta de luz em um prazo de 36 meses.

De acordo com a Aneel, a geração de energia elétrica próxima ao local de consumo ou na própria instalação consumidora pode trazer uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional, como, por exemplo, economia nos investimentos de transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria na qualidade do serviço de energia elétrica.


De acordo com Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis da ONG Greenpeace, a iniciativa será positiva no aspecto ambiental e também será boa para melhorar a eficiência energética do país, já que a geração de energia no local de consumo poderá evitar perdas na transmissão. “É uma complementação para o sistema, que depende apenas das hidrelétricas”, explica.

Ele afirma também que a resolução poderá baratear o custo das fontes renováveis no país. Segundo ele, atualmente um sistema domiciliar para gerar energia com a luz do sol pode custar cerca de R$ 20 mil.



Alemanha
Em países da Europa, como a Alemanha, o sistema de geração de energia doméstica já existe há alguns anos. Em 2011 o G1 visitou a cidade de Freiburg, onde está localizado o bairro de Vauban, considerado um exemplo do que se chama “viver com sustentabilidade” (veja vídeo ao lado).

Os imóveis locais, construídos para consumirem pouca energia elétrica, funcionam como uma pequena usina geradora de energia. Placas de captação de luz solar foram instaladas no telhado e suprem o consumo interno. O excedente é redirecionado para a rede pública.

De acordo com a empresa de planejamento urbano de Freiburg, para cada kWh de energia elétrica produzido, o governo paga 0,30 centavos de euro. Esse subsídio é garantido por 30 anos. Durante um ano, esses imóveis produzem o dobro de energia que consomem.

A Alemanha procura ainda aumentar a participação da geração de energia de biomassa, devido ao seu custo mais baixo. Enquanto se gasta 10 mil euros para instalar placas de captação de luz solar para aquecimento de água e do ambiente interno da residência, uma miniusina de biomassa movida a pellets (pequenos pedaços de madeira) custaria 7 mil euros.




Transmissão problemática

O desperdício de energia no Brasil é duramente criticado por organizações não governamentais brasileiras. De acordo com um relatório publicado no mês passado, o país tem registrado grandes perdas de quantidades de energia elétrica devido a problemas no sistema de transmissão elétrico.

Baseado em dados Tribunal de Contas da União (TCU), o documento diz que em 2004 as perdas técnicas (causadas pelas peculiaridades do sistema) e comerciais (por exemplo, instalação de "gatos") de energia no país foram de 20,28% do total gerado.

O índice supera em muito os registrados em países vizinhos como Chile (5,6%) e Colômbia somadas (11,5%%) no mesmo período. Ainda segundo o relatório, tais perdas teriam causado um reajuste de ao menos 5% na tarifa ao consumidor.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a perda técnica é inevitável e está associada ao processo de transmissão. Segundo o órgão, o aquecimento dos cabos durante as transmissões provoca tais extravios, considerados naturais e com índices que se igualam a padrões mundiais.

Segundo a Aneel, entre 2007 e 2010 as perdas técnicas de energia no país atingiram índice de 7%. A Aneel não divulgou o percentual de perdas comerciais para o mesmo período.

Google inaugura em deserto dos EUA maior usina solar do mundo



17/02/2014 11h42 - Atualizado em 17/02/2014 11h43


Planta ocupa cerca de 12 km² e pode gerar 342 megawatts de eletricidade.
Capacidade é suficiente para abastecer mais de 140 mil casas.



O Google em parceria com mais três empresas inaugurou na última semana a maior usina solar do mundo no deserto de Mojave, nos Estados Unidos.



A planta ocupa cerca de 12 quilômetros quadrados e está próxima da fronteira dos estados da Califórnia e Nevada.

São 347 mil espelhos voltados para o sol, com capacidade para gerar 342 megawatts de eletricidade -- suficiente para abastecer mais de 140 mil casas.

A luz solar gerada é concentrada em torres espalhadas pela planta, que são receptores cheios de água. Quando a luz atinge esse receptor, a água fica aquecida e cria vapor, que é canalizado para turbinas e geram eletricidade.


Usina solar tem capacidade de gerar energia que pode abastecer 140 mil moradias (Foto: Steve Marcus/Reuters)

Torres concentram água que é aquecida ao receber a luz solar refletida por painéis solares (Foto: Steve Marcus/Reuters)

Como tirar adwares do PC e ficar livre de propagandas no seu navegador



19/11/2013 16h44 - Atualizado em 19/11/2013 16h44


É comum que depois da instalação de um programa no computador ou extensão no navegador, os usuários percebam que o browser ficou infestado de anúncios publicitários, como sugestões de compra de roupas, aparelhos eletrônicos e downloads de programas.




Anúncios exibidos pelo adware Dealply (Foto: Reprodução/Marcela Vaz)


Os adwares, nome em inglês para os softwares que exibem publicidade, podem acompanhar outros programas baixados e serem instalados mesmo sem o seu consentimento. Em geral, aparecem como pop-ups em páginas da web e costumam atrapalhar a visibilidade do conteúdo. Um bom exemplo de adware é o Dealply. Apesar de ser um serviço que pretende beneficiar o usuário, pode se tornar um pouco incômodo quando se torna muito frequente.

A retirada dos adwares é simples e deve ser feita no computador e no navegador para garantir que você fique definitivamente livre do incômodo. Siga os passos abaixo.

Passo 1. Abra o painel de controle do Windows pelo menu “Iniciar” e selecione a opção “Programas e Recursos” para desinstalar os programas indesejados.

Você também pode optar por softwares que realizam este tipo de tarefa, como o IObit Uninstaller, que possui, inclusive, recurso de desinstalação forçada;

Painel de controle no menu Iniciar (Foto: Reprodução/Marcela Vaz)


Desinstalação de programas no Windows (Foto: Reprodução/Marcela Vaz)

Passo 2. Selecione os programas indesejados para excluir. Nem sempre o adware é identificável pelo nome. Você pode pesquisar pelo dia provável que os anúncios começaram a aparecer ou selecionar os programas desconhecidos que estão instalados no computador;

Faça uma rápida busca na Internet para descobrir para que eles servem e constatar se são mesmo adwares;


Procure na lista de programas instalados no Windows os que podem ser deletados (Foto: 
Reprodução/Marcela Vaz)

Passo 3. É importante verificar se o adware também está ligado ao navegador, em forma de extensão. Para isso, abra o botão de configuração do browser, selecione a opção correspondente a extensões, ferramentas ou complementos (o nome varia conforme o navegador) ou se o navegador estiver em inglês. Por fim, desative e exclua a aplicação.


Menu do Google Chrome (Foto: Reprodução/Marcela Vaz)



Lista de extensões do Google Chrome (Foto: Reprodução/Marcela Vaz)

Pronto! Agora você pode navegar pela Internet sem interrupções de propaganda de adwares.

Google compra startup e se prepara para substituir senhas por sons



17/02/2014 14h43 - Atualizado em 17/02/2014 14h48

SlickLogin é a nova aposta da gigante das buscas para melhorar a segurança no login 


Google poderá usar senhas via ultrassom inventada pela startup em serviços como Gmail (Foto: Divulgação/SlickLogin)



O Google anunciou, neste domingo (16), mais uma aquisição: com menos de um ano e somente três funcionários, a startup israelita SlickLogin é a nova aposta da gigante das buscas para melhorar a segurança no login de seus serviços graças a um inovador sistema de senhas por sons. O objetivo é tornar autenticações em duas etapas mais simples e seguras e, principalmente, mais fáceis de usar.

Hoje, o sistema de verificação em dois passos convencional usado pelo Google requer que o usuário digite no navegador um código enviado via SMS para o smartphone, deixando o processo menos vulnerável a falhas, porém consideravelmente mais trabalhoso.


Por outro lado, a invenção do SlickLogin usa um mecanismo de criptografia parar enviar a smartphones senhas em ultrassom (frequência superior à que o ouvido humano pode captar), que é inaudível, porém perfeitamente detectada por microfones comuns dos computadores atuais. O serviço só exige, portanto, que o usuário aproxime o celular ao computador para que o acesso seja liberado.

Isso significa que, por mais que o usuário tenha a verificação em dois passos habilitada em sua conta, o método de login permaneceria praticamente o mesmo, pois só seria necessário entrar com usuário e senha e, depois, aproximar o celular do PC – e seria também o fim de códigos secundários.


A previsão é de que, em pouco tempo, usuários de Gmail,YouTube e outros serviços do Google possam usar seus smartphones para logar com mais segurança na Internet. Espera-se, inclusive, que a invenção de SlickLogin seja incorporada ao Google Authenticator, o aplicativo que leva autenticação em duas etapas para iOS e Android.


Na página oficial do SlickLogin, a equipe define o Google como uma empresa que “compartilha crenças fundamentais de que o login deve ser fácil ao invés de frustrante, e a autenticação deve ser eficaz e não atrapalhar”. A startup ainda confirma que a empresa presidida por Larry Page pretende investir mais esforços na área de login em duas etapas. É esperar e acompanhar.

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